Bitcoin31 de julho de 2026

O bitcoin fecha julho acima dos 65 000 dólares enquanto o índice de medo continua preso nos 25

O bitcoin termina julho nos 65 023,82 dólares (cerca de 56 896 euros), quase oito por cento acima do ponto em que o mês começou. Ainda assim, o índice Fear and Greed marca 25, em pleno território de medo extremo. Essa combinação diz mais sobre o mercado do que o próprio preço.

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Julho fecha no verde. Na última sessão do mês o bitcoin transaciona a 65 023,82 dólares (cerca de 56 896 euros), pouco mais de dois por cento acima no dia e 7,76 por cento acima dos 59 844,67 dólares (cerca de 52 364 euros) com que o mês abriu. Ao mesmo tempo, o índice Fear and Greed marca 25. Um mercado a subir em que ninguém se atreve a comprar é uma combinação invulgar, e é precisamente por isso que é o número mais interessante do dia.

Julho acaba com ganho, mas sem convicção

O mercado cripto total vale 2,3 biliões de dólares (cerca de 2,0 biliões de euros), mais 1,4 por cento do que ontem. O bitcoin responde por 1,3 biliões de dólares (cerca de 1,14 biliões de euros), o que lhe dá uma dominância de 56,3 por cento. O volume diário em bitcoin foi de 26,6 mil milhões de dólares (cerca de 23,3 mil milhões de euros), num volume total de mercado de 57,99 mil milhões de dólares (cerca de 50,7 mil milhões de euros).

O ethereum terminou nos 1 927,90 dólares (cerca de 1 687 euros), mais 1,23 por cento, com uma capitalização de 232,7 mil milhões de dólares (cerca de 203,6 mil milhões de euros) e um volume diário de 8,24 mil milhões de dólares (cerca de 7,2 mil milhões de euros). Um ganho mensal de quase oito por cento soa bem, mas em termos homólogos o bitcoin continua 45,25 por cento abaixo, e o preço está quase a metade do recorde de 126 198,07 dólares (cerca de 110 423 euros) de 6 de outubro de 2025.

Medo extremo com o preço a subir

O índice Fear and Greed está nos 25. Tudo abaixo de 25 conta como medo extremo; daí até 45 é medo simples. O índice está aí há quase duas semanas, incluindo em dias de subida. É esse o padrão que define o mês: preço a subir, sentimento na horizontal.

Historicamente não é um mau sinal, mas também não é um sinal de compra. O que significa, sobretudo, é que entra pouco dinheiro novo e que os movimentos batem mais forte do que o volume justifica. Num mercado destes, os livros de ordens finos são a regra e não a exceção, e isso vale a dobrar para as altcoins mais pequenas.

Os fluxos dos ETF viram, mas só na BlackRock

Os ETF de bitcoin norte-americanos registaram a 29 de julho uma entrada líquida de 32,1 milhões de dólares (cerca de 28,1 milhões de euros), pondo fim a quatro dias consecutivos de saídas, entre eles 49,75 milhões de dólares (cerca de 43,5 milhões de euros) a 28 de julho.

A composição dessa entrada pesa mais do que o montante. O IBIT da BlackRock captou 89,8 milhões de dólares (cerca de 78,6 milhões de euros), enquanto o FBTC da Fidelity perdia 43,08 milhões de dólares (cerca de 37,7 milhões de euros) e o ARKB 14,62 milhões de dólares (cerca de 12,8 milhões de euros). Não entra dinheiro na categoria, portanto; desloca-se dentro dela. Em todo o ano de 2026 o contador aponta cerca de 4,8 mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros) de saídas, ao passo que desde o lançamento em janeiro de 2024 o acumulado continua a ser de 51,36 mil milhões de dólares (cerca de 44,9 mil milhões de euros) de entradas, dos quais mais de 60,35 mil milhões de dólares (cerca de 52,8 mil milhões de euros) só no IBIT. Dos ETF de ethereum saíram 18,65 milhões de dólares (cerca de 16,3 milhões de euros).

Para onde foi o dinheiro dentro do mercado

Entre os nomes maiores a dispersão foi grande. A GRVT subiu 62,44 por cento, a UNI ganhou 12,14 por cento para 4,45 dólares (cerca de 3,89 euros), a INJ avançou 10,13 por cento para 5,05 dólares (cerca de 4,42 euros) e a CAKE registou 6,21 por cento de subida para 1,46 dólares (cerca de 1,28 euros).

No outro extremo, a BANK perdeu 57,82 por cento num único dia, a MemeCore caiu 13,24 por cento e a XDC e a ARB cederam 2,74 e 1,57 por cento respetivamente. Que nomes DeFi como UNI, INJ e CAKE liderem a lista enquanto as memecoins afundam encaixa num mercado que se torna mais seletivo. Não se transaciona menos, transaciona-se de outra maneira.

Stablecoins e DeFi como segundo termómetro

O setor DeFi vale 62,74 mil milhões de dólares (cerca de 54,9 mil milhões de euros), mais 2,6 por cento do que ontem, com um volume diário de 32 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros). São 4,1 por cento do volume total do mercado, uma quota estável há semanas.

As stablecoin representam 301 mil milhões de dólares (cerca de 263 mil milhões de euros) e movimentaram 52,7 mil milhões de dólares (cerca de 46,1 mil milhões de euros) de volume. Ou seja, a esmagadora maioria da negociação continua a passar por stablecoin. Quem quiser saber se há capital à espera na linha lateral olha para esse número, e por agora ele aponta mais para estacionar do que para sair.

O que isto significa para ti

A Reserva Federal manteve esta semana as taxas inalteradas entre 3,50 e 3,75 por cento. Isso retirou o último gatilho imediato para um movimento grande e explica em parte por que razão o mercado termina o mês em silêncio. O próximo catalisador a sério está em setembro.

Para quem investe de forma periódica na Europa muda pouco. Medo extremo com o preço a subir significa sobretudo que o mercado está fino, e os mercados finos castigam a impaciência: usa ordens limitadas em vez de ordens ao mercado, sobretudo em altcoins fora do top vinte. E como sempre: isto não é aconselhamento de investimento, e um ganho mensal de oito por cento nada diz sobre o mês seguinte.

Fontes: CoinMarketCap, CoinGecko, índice Fear and Greed da Alternative.me, Farside Investors, SoSoValue, Reserva Federal. Última verificação: 31 de julho de 2026.

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