Segurança11 de agosto de 2026

Coinsbuy confirma ataque: 7,9 milhões de dólares em Monero

A plataforma de pagamentos panamiana Coinsbuy perdeu mais de 7,9 milhões de dólares a 9 de agosto, cerca de 6,9 milhões de euros, em Ethereum e TRON. Os clientes foram cobertos por reservas próprias; não é possível verificar.

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A Coinsbuy, plataforma constituída no Panamá que permite às empresas aceitar, guardar e enviar cripto, foi esvaziada a 9 de agosto. O investigador de blockchain SpecterAnalyst apontou no Telegram para mais de 7,9 milhões de dólares, cerca de 6,9 milhões de euros, retirados de carteiras em Ethereum e TRON. A Coinsbuy confirmou levantamentos não autorizados em várias carteiras da plataforma, mas não confirmou nem contestou aquele valor.

Os clientes foram ressarcidos

Segundo a empresa, todos os saldos de clientes afetados foram integralmente cobertos por reservas próprias e nenhum utilizador teve prejuízo. É a frase mais importante de toda a notícia e, ao mesmo tempo, aquela que ninguém consegue verificar: não há auditoria às reservas nem prova de cobertura, apenas o comunicado.

O produto do roubo seguiu para Monero através de exchanges. O serviço de troca ChangeNOW congelou uma parte de seis dígitos, uma fração do total.

Terceiro incidente em duas semanas

É a terceira notícia de segurança que registamos em quinze dias, e as três estão em camadas diferentes. Na Coldcard a falha estava no firmware de uma hardware wallet; no BTCPay Server, na autenticação de software de pagamentos auto-alojado; aqui, num custodiante que gere chaves por conta de empresas.

Esse padrão diz alguma coisa. Quem guarda por si assume o risco do próprio aparelho e da própria seed. Quem delega troca-o pelo risco de o custodiante ser atingido e pela dúvida de saber se aguenta o embate. Ambos os riscos são reais; apenas não são o mesmo.

O que significa para os utilizadores europeus

A Coinsbuy não é um prestador europeu e não está abrangida pelo MiCA. Um prestador autorizado na UE tem de manter os ativos dos clientes separados dos seus próprios fundos e tem à frente uma autoridade competente que o pode exigir. Isso não torna um ataque impossível, mas transforma o "cobrimos com as nossas reservas" em algo que um terceiro pode analisar, em vez de uma promessa num site.

Fontes: Cointelegraph (10 de agosto de 2026), Crowdfund Insider. Última verificação: 11 de agosto de 2026.

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