Regulação14 de agosto de 2026

Rússia limita particulares a Bitcoin, Ether e USDT

O banco central russo quer limitar os particulares a três criptomoedas e 300.000 rublos por ano por intermediário. A Europa não tem uma lista destas.

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O banco central russo quer permitir que os investidores particulares comprem apenas Bitcoin, Ether e USDT, com um tecto de 300.000 rublos por ano por intermediário — cerca de 3.600 dólares. É o que consta de um projeto de diretriz publicado a 11 de agosto de 2026.

O que lá está exatamente

Para os investidores qualificados não há tecto; podem negociar todas as criptomoedas admitidas. O tecto aplica-se por intermediário e não ao conjunto das compras, pelo que quem tenha conta em várias entidades pode na prática usá-lo mais do que uma vez.

«Através de cada intermediário — um broker, uma casa de câmbio de criptomoedas ou um gestor de ativos — podem adquirir esses ativos por 300 mil rublos por ano», afirma o banco central.

Pagar com cripto dentro da Rússia continua proibido. A consulta decorre até 24 de agosto; a diretriz entra em vigor dez dias após a publicação oficial.

Como uma criptomoeda entra na lista

Três exigências, as três quantitativas:

  • capitalização de mercado suficiente
  • um volume diário médio substancial
  • pelo menos cinco anos de histórico de preços em plataformas estrangeiras

A XRP não está na lista. O banco central não apresenta razão para isso; o que podemos constatar é que os três critérios constam da diretriz e que a exposição de motivos não rejeita nenhuma criptomoeda pelo nome. As leituras sobre os bastidores vêm de comentadores, não do supervisor.

Porque é que isto interessa a um leitor europeu

A Europa faz isto de forma fundamentalmente diferente, e o contraste mostra bem o que o MiCA regula e o que não regula.

Rússia (projeto)União Europeia
O que é avaliadoa criptomoedao prestador
Criptomoedas permitidasuma lista de trêsnenhuma lista
Limite para particulares300.000 rublos por ano por intermediárionenhum limite de montante

Ao abrigo do MiCA é o prestador de serviços que obtém uma autorização, não a criptomoeda. Não existe, portanto, uma lista europeia de criptoativos permitidos, nem um máximo anual para o que um particular pode comprar. O que o MiCA regula são os requisitos aplicáveis ao prestador: capital, guarda dos fundos dos clientes, procedimento de reclamações e dever de informação.

Essa diferença tem dois lados e é mais honesto referir ambos. Uma lista positiva protege contra criptomoedas que amanhã não valem nada, mas também congela o mercado no momento em que a lista foi feita. O modelo europeu deixa a escolha ao investidor e coloca o ónus no prestador — com o reverso de que uma autorização nada diz sobre o risco de cotação daquilo que compra.

Que prestadores têm autorização na Europa consta do registo público; mantemos uma visão geral na página MiCA e as autorizações em /mica/vergunningen. Pode colocar plataformas lado a lado no comparador.

Perguntas frequentes

Isto afeta-me como investidor europeu?

Não. A diretriz aplica-se aos investidores na Rússia e aos intermediários que aí operam.

Existe uma lista europeia de criptomoedas permitidas?

Não. O MiCA autoriza o prestador de serviços, não a criptomoeda. Há, porém, regras próprias para as stablecoins indexadas a uma moeda.

Uma autorização é uma garantia?

Não. Uma autorização significa supervisão, requisitos de capital e regras de guarda. Nada diz sobre a cotação e não compensa perdas.

Verificado a 14 de agosto de 2026. Fontes: projeto de diretriz do banco central russo de 11 de agosto de 2026, conforme noticiado pela CoinDesk (12 de agosto) e pela Decrypt (11 de agosto).

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